Senti sua falta - disse o meu sonzinho hoje, tocando Seize the day - bem vinda de volta à depressão.
E de repente, não sei se por solidão ou maluquice mesmo, todos os objetos começam a falar. Porque não deita? - pergunta a cama. Psst, eu não quero me molhar. Quanto egoísmo, travesseiro! Mas o senhor está certo.
Enxugo você se precisar - agora o ventilador participa da conversa. Todos unidos para me fazer sentir melhor. Calma, pessoal. Eu não estou assim, tão mal.
Você nunca mais me abraçou – cochicha baixinho o Sr. Smith, meu ursinho mais fofo – pode abraçar se quiser. Não, eu não quero; não estou tão carente assim, você está? Um pouquinho – confessa. Ah, desculpa, parece até que puxou a dona. Abro um sorrisinho.
Todos nós temos um pouquinho da sua personalidade, eu acho, mas sou a personificação perfeita, se me permite dizer – gabou-se a guarda-roupas – por fora lisa e comum como qualquer outra, por dentro uma bagunça e mistura de cores.
Dito isso, todos no quarto discutem, prontos para a defesa: não é assim que você vai fazê-la melhor – repreendem a dona. Pensei que o réu era eu, por mim, tanto faz. As vozes antes altas começam a desaparecer. E é no silêncio, com os olhos entre o chão e o lençol que me dou conta.
Eu sou um guarda-roupa. C
Um comentário:
Essa também é ótima!
Faz parte da minha Cakelist...
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