25 de dezembro de 2011

Adeus, meu super-homem


É tão raro, quando se ama alguém, não causar danos. Ainda mais quando entendo tão pouco do que é o amor e como deveria ser. Mas as histórias bonitas não dizem nada de como realmente é. E os finais felizes coloridos de todos os filmes e livros que já li escondem o quanto de dor existe nesse sentimento, que por ser tão forte é igualmente pesado.
Dói em cada cantinho escondido do seu corpo, dói o nó na garganta e as lágrimas. Dói o peito e a cabeça. Não vai ser nenhum remédio a cura, nem mesmo se eu gritasse adiantaria. Por isso eu fico em silêncio... Enquanto você fala.
Porque você me diz coisas tão lindas? Não temos nada, e imaginamos aquele mundo infinitamente bonito só nosso, que existe apenas em um sonho bobo e impossível de duas crianças. Vamos brincar! Vamos correr? Você corre, eu caio. Eu choro, você voa.
Vai ser sempre assim, por que seu sorriso sonhador é perfeito demais, você tem tudo para dar certo. Enquanto continuo sendo a menina emburrada que escondeu sua capa de super-herói.
E eu cheguei naquela hora que de tanto que se ama e se quer bem; causo danos, mas só a mim. Preciso te deixar ir. Adeus, meu super-homem.  C 

Nenhum comentário: