Estava sentada
no sofá há poucos minutos antes dele voltar do banho. Vestia uma blusa branca,
bermuda preta e uma barba que ressaltava sua beleza. Sentou-se também no sofá,
ao meu lado. Desejei aquela boca redonda com tanta força que me formigou a mão
esquerda; levei à sua nuca. Ele recuou o corpo mas os olhos afundaram nos meus
seios. Tentou dizer alguma coisa, um não, talvez... Sua voz morreu na garganta, e seus lábios permaneceram
abertos como um encaixe perfeito para meus mamilos; estando eles muito longes,
introduzi sem pressa minha língua para sentir seu gosto doce. Ele não se fez
rogado, recebeu minha invasão de beiços abertos. Porém tímido, segurou-me pelos
cabelos curtos e envolveu minha cintura com força. Ainda não era o que queria.
Beijamos-nos assim mais um pouco, mas não podia perder o domínio da situação.
Olhei nos seus olhos escuros, com uma expressão que nunca vi antes, mistura de
desejo com imploração. Tirei sua blusa. Desci meu dedo por seu peito com calma
até onde terminava o colar de leme, alguns pêlos finos deixava tudo mais
másculo. Não era musculoso mas estava no ponto, o ponto em que eu perderia a
noção do lugar e de mim, para conseguir apenas terminar de provar cada pedaço
do corpo daquele rapaz que na minha
frente e naquele sofá se fazia homem. C
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