Eu costumava te amar, sua companhia, nossas conversas. Era um bla bla bla surdo; como se tudo que saísse da sua boca já estivesse na minha, você arrancava meus pensamentos e os expunha. Éramos um espelho nos refletindo. Eu me via em você e vice-versa. Todas as loucuras, planos, sonhos, gostos, tudo tudo tudo. Segurar sua mão e te levar seria apenas me levar junto.
O mesmo caminho.
Em meio a tempestade, um pouco quebrados, algumas rachaduras. Nada mudaria? Espelho que quebra continua espelho. Sempre, sempre. A imagem é igual ao reflexo. Ledo engano.
Um porém.
Com a luz que nos iluminava, branca, pura; nos olhamos sujos de poeira. O vento passou arrastando um barro pesado, vestígios do caminho que se abria à frente. Te olhei carregando um pedaço do meu futuro. Mas não te vi, você não me viu. E agora, o que somos?
Amigos?
Estranhos?
Apenas difusos. C
2 comentários:
Isso sempre acontece...
Incrivel...
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